segunda-feira, janeiro 12, 2009

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"I have lived through much, and now I think I have found what is needed for happiness. A quiet secluded life in the country, with the possibility of being useful to people to whom it is easy to do good, and who are not accustomed to have it done to them; then work which one hopes may be of some use; then rest, nature, books, music, love for one’s neighbor — such is my idea of happiness. And then, on the top of all that, you for a mate, and children, perhaps — what more can the heart of man desire?"
(Leo Tolstoy in Family Happiness")



[No repeat: Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, numa versão de Goran Bregovic e Emir Kusturica; Microcastle, de Deerhunter; e Another World, o novo EP de Antony & The Johnsons...]

terça-feira, outubro 28, 2008

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"It is no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society." (Jiddu Krishnamurti)

domingo, outubro 05, 2008

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"On ne peut découvrir de nouvelles contrées sans consentir à perdre le rivage de vue pendant très longtemps". (André Gide)

sábado, outubro 04, 2008

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Caminho pela margem. Procuro essa ponte para as palavras...

quarta-feira, outubro 01, 2008

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"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar." (August Strindberg)


[Cavity I . Mats Tusenfot . beinart.org]

[Oiço Dear Science, o novo álbum de TV on the Radio...]

terça-feira, setembro 30, 2008

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"Para mim, o maior dos suplícios seria estar sozinho no Paraíso."
(Johann Wolfgang von Goethe)


[Breaking Up . Laurie Lipton . beinart.org]

[Oiço með suð í eyrum við spilum endalaust, o novo álbum dos islandeses Sigur Rós. Vale a pena conhecer o trabalho do britânico Bruce Parry. Algumas das suas experiências estão online, tal como Going Tribal - Lost Islands of Anuta...]

Na pele de...

Por aqui deixo o resultado de algumas experiências, sobre as quais tive a oportunidade de escrever...

Distribuidor de jornais gratuitos . 2008.06.08 [ ZIP 700KB ]
Vigilante mobile . 2008.08.03 [ ZIP 632KB ]
Carteiro . 2008.08.24 [ ZIP 544KB ]

Parecem saber a pouco, esses breves momentos em que o carteiro distribui sorrisos que ninguém mandou, em que entrega palavras que ninguém escreveu...



[Infelizmente, não vou poder assistir a Mona Lisa Show, em cena de 9 a 12 de Outubro no CBB. Entretanto, continuo a ouvir Wake From Your Slumber, dos portugueses Instead. E depois, vou escutar, pela primeira vez, Bring me Your Love, de City and Coulour...]

segunda-feira, setembro 29, 2008

Metáforas...

E muito mais, em The Price of Milk (Amor e Vacas)...



[Oiço Same As It Never Was, de The Herbaliser...]

quarta-feira, setembro 24, 2008

Mission...

To find the bridge between language and meaning...


[Mark Henson . beinArt International Surreal Art Collective: beinart.org]

[Oiço You & Me, de The Walkmen. Depois, Lightbulbs, de Fujiya & Miyagi, e Narrow Stairs, de Death Cab For Cutie...]

terça-feira, agosto 26, 2008

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"When we wish to fully understand something we are observing, we must fully understand who is looking." (De Es Schwertberger)


[William White, Chicago Art District Gallery: visionarypaintings.com]

Silêncio...

"Silencio é felicidade [...]", e é também "[...] o oceano em que todos os rios de todas as religiões desaguam", diria Thayumanavar [தாயுமானவர்)], do séc. XVIII. Ao que Francis Bacon, de antes disso, responderia, que "o silêncio é a virtude dos loucos". "Será a linguagem a expressão adequada para todas as realidades?", perguntaria Nietzsche... "Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então, guarda silêncio", diria o poupado Eurípedes, do lado negativo do calendário mainstream. Porque "a palavra é tempo", e "o silêncio é eternidade" (Maurice Maeterlinck). "O melhor uso que se pode fazer da palavra é calar-se", concordaria Chuang Tse. Porque "o poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel" (Paul Claudel). "O silêncio é uma confissão", diria Camilo Castelo Branco, em bom português. "É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras", sublinharia Shakespeare, divertido. "Nunca quebres o silêncio se não for para o melhorar", tocaria Beethoven, noutro ponto...E nuestro hermano, muito atento, lembraria que "o silêncio é a retórica dos amantes" (Pedro Barca). Mas, mesmo vindo à baila o amor, falaria ainda o senhor paradoxo (Agostinho da Silva), porque "só falando preservas o silêncio". E assim iriam, noite dentro, rumo ao indizível...

Para mim, se é que as palavras me permito usar... Hoje...
O silêncio tem a dimensão do que és...


[De Es Schwertberger: http://www.dees.at]

[Vale a pena ir com Louis Theroux: Indian Enlighnment (parte 1 a 6)]

quarta-feira, agosto 13, 2008

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O Infinito começa em mim...

domingo, agosto 10, 2008

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"O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel". (Paul Claudel)

terça-feira, junho 24, 2008

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There must be some way out of here...



[Oiço o choro dos violinos de One More Cup of Coffee, de Bob Dylan, depois de ter chegado ao fim de I'm Not There...]

domingo, maio 25, 2008

Transformar...



[Vale a pena ver The 11th Hour. Por agora, oiço Land and the Lion, tema de abertura de HHLLYH, o novo álbum de The Mae Shi...]

quarta-feira, abril 30, 2008

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A vida tem-me colocado cada vez mais na posição de ouvinte...

quinta-feira, abril 24, 2008

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Num ano, houve tanto que mudou. Ou fui eu quem mudou tanto...

Quem, hoje em dia, sai à rua sem ter a certeza de que vai ser violado, talvez roubado, quiçá espancado, raptado? Ou mesmo ser vítima de carjacking, ou alvo de terrorismo? Dizia-me ele no outro dia, depois de seis décadas a lutar por se abrir aos afectos: "Já não faço uma festa a um miúdo, se com ele me cruzar na rua"... Mas de onde vem este medo, de ser mal interpretado, de ser visto como errado?

E depois ainda há a depressão, e a recessão, e a instabilidade dos mercados, e as alterações climáticas, e os tufões, e os tsunamis, e o degelo... Where the fuck are all these things happening? Cada vez mais acredito não ser por acaso que todas essas notícias, assim lhes chamam, surjam constantemente nas primeiras páginas dos diários. Nem me parece ser coincidência que todos os dias se abram com elas os telejornais. Mas porquê?

Concordo cada vez mais com esses a quem chamamos loucos, com esses que vêm aquilo em que não podemos acreditar... Porque cada vez mais entendo o objectivo de, todos os dias, essa realidade nos ser oferecida a toda a hora, dura e crua. Só pode servir o intuito de nos separar, de nos afastar, de nos isolar. De nos fazer esquecer de que o sentido desta viagem é, pelo contrário, encontrarmo-nos, aproximarmo-nos, darmo-nos ao outro...

Para que despidos das relações, perdidos de nós mesmos, procuremos naquilo que vendem o preenchimento do vazio em que nos deixam. Para que trabalhemos, muito, e para que recebamos, pouco, na esperança de que seja suficiente, para o trocarmos... Por aquele último modelo de televisão, com alta-definição, para iludir a solidão. Por aquele automóvel vistoso, que na hora de ponta nos leva poderoso. Por aquela casa, lá no alto, junto às nuvens, longe de tudo e de todos...

Para onde podemos fugir... Onde nos podemos fechar, e trancar, seguros... E de onde podemos desfrutar, sozinhos, dessa vista desafogada sobre um mundo do qual nos sentimos cada vez menos parte, sobre esse outro de quem nos sentimos cada vez mais distantes...

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Now in our culture we've been trained for individual differences to stand out, so you look at each person and immediately it is: brighter, dumber, older, younger, richer, poorer, and we make all these dimensional distinctions, put them in categories and treat them that way. And we get so that we only see others as separate from ourselves, in the ways that they're separate. And one of the dramatic characteristics of [...] experience is being with another person and suddenly seeing the ways in which they're like you, not different from you. And experiencing the fact of that which is essence in you, and which is essence in me, is indeed one. The understanding that there is no other, it is all one. (Richard "Ram Dass" Alpert)

[Salvador Dali na TV, em What's my line? Entretanto, oiço Saturday = Youth, de M83. Assim que possível, quero ler O Macaco Nú, de Desmond Morris, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Cosmos, de Carl Sagan, A Era do Vazio, de Gilles Lipovetsky, 1984, de George Orwell, e Walden ou a Vida nos Bosques, de Henry David Thoreau...]

sexta-feira, abril 11, 2008

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"Não se pode dizer a verdade na televisão, há muita gente que vê."
(Michel Colucci)

segunda-feira, abril 07, 2008

Primavera...



[Infelizmente, Beirut não vai passar por cá este Verão. Por agora, oiço Thickets and Stitches, de The Mumlers. Recomendo Pedro e o Lobo, a curta de animação que saiu com o Público...]

sábado, março 29, 2008

"We are made of..."

Entristece-me, este constante esforço para separar aquilo que é inseparável. Que ao invés de na união, se viva na divisão...



"Human history can be viewed as a slowly dawning awareness that we are members of a larger group. Initially our loyalties were to ourselves and our immediate family, next, to bands of wandering hunter-gatherers, then to tribes, small settlements, city-states, nations. We have broadened the circle of those we love. We have now organized what are modestly described as super-powers, which include groups of people from divergent ethnic and cultural backgrounds working in some sense together — surely a humanizing and character building experience. If we are to survive, our loyalties must be broadened further, to include the whole human community, the entire planet Earth. Many of those who run the nations will find this idea unpleasant. They will fear the loss of power. We will hear much about treason and disloyalty. Rich nation-states will have to share their wealth with poor ones. But the choice, as H. G. Wells once said in a different context, is clearly the universe or nothing." (Carl Sagan)