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Entristece-me, este constante esforço para separar aquilo que é inseparável. Que ao invés de na união, se viva na divisão... "Human history can be viewed as a slowly dawning awareness that we are members of a larger group. Initially our loyalties were to ourselves and our immediate family, next, to bands of wandering hunter-gatherers, then to tribes, small settlements, city-states, nations. We have broadened the circle of those we love. We have now organized what are modestly described as super-powers, which include groups of people from divergent ethnic and cultural backgrounds working in some sense together — surely a humanizing and character building experience. If we are to survive, our loyalties must be broadened further, to include the whole human community, the entire planet Earth. Many of those who run the nations will find this idea unpleasant. They will fear the loss of power. We will hear much about treason and disloyalty. Rich nation-states will have to share their wealth with poor ones. But the choice, as H. G. Wells once said in a different context, is clearly the universe or nothing." (Carl Sagan)
De uma forma simplificada, recorrendo a juízos de valor... Este querer fazer o bem, este dar da outra face, parece-me, por vezes, uma arma poderosa ao serviço daqueles que escolhem fazer o mal. Porque esta minha construção ética, é, precisamente, aquilo que me impede de responder na mesma moeda. Por vezes, tenho dúvidas se é assim que deve ser... "Widespread intellectual and moral docility may be convenient for leaders in the short term, but it is suicidal for nations in the long term. One of the criteria for national leadership should therefore be a talent for understanding, encouraging, and making constructive use of vigorous criticism." (Carl Sagan) [Aguardo a oportunidade de ouvir Third, o novo de Portishead, uma das bandas da minha vida...]
Somos diamantes, que a vida vai esculpindo...
E... E S A R I N T U L O M D P C F B V H G J Q Z Y X... E S A R I N T... E S A R... E S A... E S A R I N T U L O... E S A R... E S A R I N T U L O M D... E S A R I... E S A R I N... E S A... E S A R I... E S A R... E... Extraordinaire, Le Scaphandre et le Papillon... [fotografia: www.lescaphandre-lefilm.com]
Em viagem, cá por dentro, com paragem em Monsanto...
Pé firme leve dança que o saber seja adulto mas o brincar de criança. (Agostinho da Silva) [Sr. Beringela, que ontem por aqui passou na sua nave espacial...][Oiço Blind, de Hercules and Love Affair, com a participação de Antony na voz. Depois, Seventh Tree, o novo de Goldfrapp..]
Vale a pena ler, ou ouvir, o discurso do dramaturgo britânico Harold Pinter, de 7 de Dezembro de 2005, dia em que foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. [fotografia: www.haroldpinter.org]"In 1958 I wrote the following: 'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.' I believe that these assertions still make sense and do still apply to the exploration of reality through art. So as a writer I stand by them, but as a citizen I cannot. As a citizen I must ask: What is true? What is false? [...] Political language, as used by politicians, does not venture into any of this territory since the majority of politicians, on the evidence available to us, are interested not in truth but in power and in the maintenance of that power. To maintain that power it is essential that people remain in ignorance, that they live in ignorance of the truth, even the truth of their own lives. What surrounds us therefore is a vast tapestry of lies, upon which we feed. [...] I believe that despite the enormous odds which exist, unflinching, unswerving, fierce intellectual determination, as citizens, to define the real truth of our lives and our societies is a crucial obligation which devolves upon us all. It is in fact mandatory. If such a determination is not embodied in our political vision we have no hope of restoring what is so nearly lost to us - the dignity of man."
"Only those who will risk going too far can possibly find out how far one can go." (T.S. Eliot)
The world is like a ride in an amusement park and when you choose to go on it you think it's real because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and around and around and it has thrills and chills and it's very brightly coloured and it's very loud. And it's fun - for a while. Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question; is this real? Or is this just a ride?[Vídeo: It's Just a Ride, por Bill Hicks] [fotografia: www.billhicks.com]Mais sobre William Melvin Hicks (1961-1994): Documentário It's Just a Ride [Parte 1, 2, 3, 4, 5] Documentário Comic Outlaw [Parte 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7]
E quem ainda não viu Ilha das Flores? [ parte 1 | parte 2 ] [fotografia: portalliteral.terra.com.br]
Já vi The Corporation, Rescue Dawn, Atonement e Into the Wild. Excelentes... Já 4 luni, 3 saptamani si 2 zile (que em 2007 arrecadou a Palma de Ouro em Cannes) não me encheu as medidas... Persepolis estreia no dia 21 deste mês. I'm Not There chega a 27 de Março... [fotografia: sonypictures.com/classics/persepolis]E Bikur Ha-Tizmoret, será que também vai passar por cá? Enquanto isso não acontece, oiço Vampire Weekend, e os portugueses Saumik.
Depois de Stealing a Nation, tenho de ver The War on Democracy, também do jornalista John Pilger...
Aqui fica a reportagem da minha experiência no Kosovo, publicada em Dezembro do ano passado na NS, com fotografias de Vasco Neves: Amor em Tempo de Guerra [ZIP 35MB]. [fotografia: Vasco Neves | Kosovo]
Um rapaz recebe um cavalo no seu 14º aniversário. Todos na aldeia exclamam: "Oh, que maravilhoso". Mas o mestre Zen, também habitante da povoação, diz: "Veremos..." Certo dia, o rapaz cai do cavalo e parte um pé. Todos na aldeia exclamam: "Oh, que horrível". Mas o mestre Zen diz: "Veremos..." A aldeia entra em guerra e todos os jovens homens têm de ir para a frente de batalha. Mas o rapaz, incapacitado, fica na retaguarda. Todos exclamam: "Oh, que maravilhoso". Mas o mestre Zen diz: "Veremos..."[Já tenho História Trágica com Final Feliz, de Regina Pessoa. Por agora, oiço some people have REAL problems, o novo álbum de Sia...]
[Amanhecer de hoje...]
[Sortelha, no primeiro dia de 2008...]
Aqui fica o trabalho publicado no DN, no passado dia 4 de Dezembro, sobre os concursos call-TV das madrugadas da SIC ( Quando o Telefone Toca) e da TVI ( Toca a Ganhar): página 32 e página 33.
A NS, a revista que sai aos sábados com o Diário de Notícias e com o Jornal de Notícias, traz amanhã a reportagem da minha experiência no Kosovo...
Apesar da profundidade com que me dediquei a esses pensamentos, motivados por histórias ou imagens de alguém que viveu, nunca se aproximaram daquilo que senti junto desta gente, e desta terra tão diferente. Hoje compreendo melhor esse exercício da suposição, e os limites da imaginação. Coincidem com a fronteira do que vivi, mesmo que através de ti... Do verdadeiro pesadelo não se pode acordar, e isso faz toda a diferença... Mas continuo a tentar chegar-me perto, longe que estou por aquilo que sou... O que sentirá aquela criança, de mochila às costas, ao cruzar-se com o cemitério improvisado à beira da estrada? Em que pensará, através do nevoeiro de mais uma madrugada gelada? Ir sempre foi abrir horizontes, e ganhar perspectiva. Só o distanciamento, que nos chega com o tempo, me pode ajudar a compreender esta viagem. Por enquanto, as palavras custam a sair... Penso nestas pessoas, e neste lugar despedaçado a que chamam casa. Penso na minha, e nesse quente e adiado regressar...
"After being taken to an animal hospital his health began to improve but he seemed spiritless - until he developed a friendship with a white pigeon." [fotografia: UPPA/Photoshot]The abandoned monkey who has found love . www.dailymail.co.uk
Sinto esse coração, que marca o passo do meu. O meu coração vive no teu...
O que guarda de mais profundo e afectivo, nestes 90 anos?Para mim, foi sempre muito bom falar com os outros. Questionar, aprender com cada um... (Júlio Resende em entrevista à Visão) ... Lugar do Desenho . www.lugardodesenho.org
Mais tormentas, noite dentro, e a incerteza do futuro no centro... [Ainda não ouvi In Rainbows, o novo de Radiohead. Nem Song of the New Heart, feito no nosso país por Mazgani. Entretanto, já tenho bilhetes para Nouvelle Vague (Aula Magna, 7 de Dezembro), obrigatório depois do êxtase colectivo na Casa da Pesca...]
Ingrid Eto ( Zero 7 Instrumental Project), Aula Magna, 12 de Outubro...
[Quinta da Regaleira, Sintra, durante o fim-de-semana de deleite...]
Quem dera fosse tão simples como no escrever... E me bastasse apagar o des para te ter... [ Smokey Rolls Down Thunder Canyon, de Devendra Banhart, chega a 24 de Setembro, Some Things Just Stick In Your Mind, de Vashti Bunyan, a 8 de Outubro, e Some People Have Real Problems, de Sia, só em Janeiro do próximo ano...]
No próximo dia 3 de Setembro chega (talvez) o último álbum de Manu Chao, La Radiolina. No mês seguinte, a dia 8, é a vez do novo de Beirut, The Flying Club Cup. Por agora, oiço Oi miten suuria voimia!, de Regina...
O duro Mysterious Skin chega finalmente às nossas salas de cinema...    [Agosto além do Tejo...]Mais do que ser primeiro Herói é quem Sabe dar-se inteiro E dentro de si mesmo, ir mais além.(Manuel Alegre)
O céu chora milhões de estrelas - são meteoros das Perseidas. Nada mais do que um fenómeno cósmico que assinala a tua ausência... ... [ OAL . www.oal.ul.pt ]
Pela frescura da manhã, se nos largar a almofada. Se não, pela brasa da tarde, que ainda é cedo. Certezas? Apenas a de que a viagem irá terminar (ou será começar?) num mergulho de mar, e melodias do mundo ao luar... ... [ FMM . www.fmm.com.pt ]
Há tanto que perde a importância, que ganha insignificância, na distância, quando aquilo que realmente interessa se sente com abundância... [Oeiras...][Grande concerto de Nouvelle Vague no CoolJazz Fest...]
Torno a pisar o trilho certo, e mato a sede trazida do deserto... [Praia do Ribeiro do Cavalo, há dois dias. Parabéns, meu caro...][Já é possível reservar Our Love to Admire, o novo de Interpol. Oiço Abacabok, de Tartit...]
Ver-te adormecer... Esse doce adormecer. Esse sorriso do tamanho do que sinto, cá dentro, livre... De asas que voam sinceras, tão meigas, por este amanhecer. Pela quentura da paixão e pela ternura do amor... E por essa louca, ou tão lúcida, consciência de viver o sonho...
Assusta-me, a possibilidade: de sermos muitos num só. Dessa multiplicidade de escolhas. Num nó. A cada momento, mais do que uma realidade... Antes desse próximo eu: nós. E que escolho? Quem sou? Assusta-me, por tudo o que não quero. E por tudo o que sim... Assusta-me, às vezes. Outras me descansa... [ Grande festa, Barão. Sempre a aprender... ]
Aos poucos, o devido reconhecimento e a visibilidade merecida: os portugueses Become Not na Agência Lusa da Radar e na capa da Agenda Cultural FNAC. O álbum homónimo já está nas lojas... Para quem não conhece, aqui fica uma excelente oportunidade: Become Not . 30 de Junho . 21h30 . Fórum FNAC de Cascais [Por aqui, vou ouvindo The Only Thing I Ever Wanted, de Psapp, enquanto navego pelo trabalho fotográfico de Jamey Stillings...]
Adorei o surpreendente In My Father's Den. Por tudo, recomendo... "Don't be frightened by the possibility, son. She's a wonderful mistress." [fotografia: outnow.ch]High Country WeatherAlone we are born And die alone Yet see the red-gold cirrus over snow-mountain shine. Upon the upland road Ride easy, stranger Surrender to the sky Your heart of anger. ( James K. Baxter) [Oiço Mirrored, de Battles. Depois, Boxer, de The National. Já não falta muito para An End Has A Start, de Editors, e para Places Like This, de Architecture In Helsinki...]
[Pavilhão Atlântico...]
Despertar. Escolher. Inventar-me nesse caminho em que me levo ao futuro, numas partes tão duro, noutras tão sozinho... [Vibro com All My Friends ( LCD Soundsystem vs Franz Ferdinand)... Depois, And the Hun Hangar Ensemble, dos húngaros A Hawk and A Hacksaw. E tu? Podes devolver-me o DVD que te emprestei? :-)]
Recordo a dança... Tu, no centro. Cá dentro... [Lisboa, numa noite em que o tempo parou...][Não tenho passado por aqui... Thomas Mann wrote that he would rather participate in life than write a hundred stories. O meu coração tem batido ao som de Modest Mouse, A Sunny Day in Glasgow, Stars of the Lid, Dinosaur Jr., Frog Eyes, Woodpigeon, Peter And The Wolf, Polytechnic, Feist e Lost In The Trees. Blind Date, de Bill T. Jones, não me deixou dormir. Gostei. Entretanto, amanhã vou conhecer Icons, Abstract Thee EP, de Of Montreal...]
Não me apetece escrever. Antes viver... "Your greatest creation is the life you lead." (Jonathan Caouette?) [fotografia: www.wellspring.com][Amanhã: CSS. No dia 6, Fujiya & Miyagi, também no Lux. Finalmente, vi Tarnation...]
Há dias menos que outros. Ainda bem. Porque há dias mais também... [Oiço The Return To Form Black Magick Party, de Pop Levi, com concerto marcado para o dia 31 de Março, em Lisboa...]
Esquece-se o tempo de passar... Vai-se a ânsia de partir, e a pressa de chegar... Resta este desejo de ficar, na doçura desse olhar... [Oiço Writer's Block, de Peter Bjorn And John...]
"[...] Caíam lentamente na voragem Como duas estrelas que gravitam Juntas para, depois, num grande abraço Rolarem pelo espaço e se perderem [...]"(Vinicius de Moraes) [Oiço Robbers & Cowards, de Cold War Kids...]
Hic et nunc. Fortis et liber. Fiat Lux... [Lisboa, a meio dos dias...][Oiço Sounds Like Silver: www.lcdremixed.com...]
Pesadelo. Daqueles... Violento. E sangrento... Uma guerra inventada na paz da almofada... Mas tão real. Tão brutal. Que permanece e me sufoca. Ainda... Depois de abertos os olhos cegos na escuridão da noite interrompida. Tão real. Visceral... Esta morte que em sonhos me visita. Mas que outros encontra acordados nos becos da vida, em horas de despedida. Neste meu tempo ofegante, e noutro espaço distante... [Estremoz no fim-de-semana passado... Mais fotografias aqui!][Oiço Bad Dream Good Breakfast. Depois, regresso a Cryptograms, de Deerhunter...]
"Sou uma pessoa verdadeira" - dizes-me convictamente. Deves ser a primeira... E as outras de que te demarcas, como são? Mas desde quando é que isso é coisa de sim ou não? Se és, todos somos, e eu também. Ou então não é ninguém... Mas porventura alguém consegue ser realmente sincero consigo mesmo, e com os outros, em cada momento, e sempre? Quem, na vida, e nas relações, tem a capacidade de ser totalmente transparente? Diz-me tu, se és diferente... Não posso se não aceitar a ideia de que as pessoas me rodeiam, em parte, pelo que aparento ser. Acredito ser um trabalho para a vida, esse de ir sendo cada vez mais verdadeiro, esse de ir tentando dar-me inteiro... Mas é este o caminho por onde vou, este de procurar ser quem sou. E se escolheres acompanhar-me, e vieres comigo, que seja porque é verdade o que te dou, meu caro amigo... [Amanhecer de hoje...][Oiço A Weekend In The City, de Bloc Party. Estreia amanhã As Vidas dos Outros...]
Recordo a força da tempestade, e o sentido... O azimute, e o gigante enraivecido. As vagas infinitas entre dois cabos, e o rumo. Firme. A conquista desse Norte salgado, noite fora, por esse mar de outrora... E agora? Para onde aponto a proa castigada? Onde descubro essa paz da madrugada? [Algarve, 1994][Oiço Gulag Orkestar, de Beirut...]
Mais 20 mil soldados americanos no Iraque... E mais bombardeamentos na Somália... "When war becomes that profitable, you're going to see more of it." (Chalmers Johnson, CIA 1967-1973) [fotografia: outnow.ch]"In the councils of government, we must guard against the acquisition of unwarranted influence, whether sought or unsought, by the military-industrial complex. The potential for the disastrous rise of misplaced power exists and will persist." (Dwight D. Eisenhower, Farewell Address to the Nation, 1961) [Entretanto, a chuva acompanha a harpa de Joanna Newsom, em Ys. Depois, regresso a Transparent Things, de Fujiya & Miyagi...] ... Why We Fight . www.sonyclassics.comWhy We Fight [IMDB] . www.imdb.comMilitary-industrial complex [wikipedia] . en.wikipedia.org
Despido, como as árvores do largo do poeta, viajo pelo tempo passado. Desfocado. Vou numa máquina movida a memórias. De mil histórias. Despido, mas vivo, como as árvores do largo do poeta... [Estremoz, 31.Dez.2006][Saudades dessas noites de lareira, tão longe e tão perto... Oiço LateNightTales, de Air. Depois, Wincing The Night Away, de The Shins. Passa o tempo, e eu ainda sem ter ido ver La Science des Rêves...]
A vida é bela...  [Lisboa . 24.Dez.2006]
Será que tenho andado de olhos fechados? Ou terá sido hoje a primeira vez que me cruzei com um pintassilgo nesta praça solarenga? Esvoaçava colorido por entre as flores da manhã... Subitamente, era eu quem pairava sobre as searas ondulantes da minha infância, dessa terra de gente quente, para além da saudade e do Tejo... [fotografia: www.ivnvechtplassen.org][Oiço Transistor Radio, de M. Ward...]
«As an early Holiday present, we'd like to share with you a sneak peek at a new Josh Rouse side project called She's Spanish, I'm American.» [Enquanto o stream falha, oiço Ping-Pong, dos portugueses X-Wife. Depois, vou regressar ao novo de Become Not...]
You go your way I'll go your way too (Leonard Cohen) [Lisboa, 08.Dez.2006]... Poems by Leonard Cohen . www.telegraph.co.uk
"Somos todos propensos à doença do introvertido que, perante o multiforme espectáculo que o mundo lhe oferece, desvia a vista para contemplar somente o vazio dentro de si." ( Bertrand Russel, in A Conquista da Felicidade) [Lisboa, 29.Nov.2006][ What the Bleep!?: Down the Rabbit Hole: "O espaço é apenas a construção que dá a ilusão de que existem objectos separados". Confesso que, apesar da explicação clara de alguns conceitos interessantes da física quântica, gostei bastante mais do primeiro. Mas, ainda assim, vale a pena a viagem. Oiço Love Hurts, do novo de Incubus...]
Outono do abandono, ao teu vento me entrego, por essa calçada esquecida. Seca pelo tempo. Ferida pela vida... [Lisboa, 28.Nov.2006][Hoje, Balla no Teatro Maria Matos. E há mais um de Incubus...]
As nuvens passam à velocidade do amanhecer, silenciosamente, acariciando os telhados adormecidos do meu horizonte. Ainda deitado, observo-as durante uns segundos, em viagem rumo ao Sul. Sou esta madrugada gelada, de mil sonhos acordada... [Lisboa, 28.Nov.2006]"Uma lua gorda e amarela apareceu por trás dos ramos da figueira como se também quisesse chocar os ovos das galinhas. Ele disse que um homem tinha que fugir para o campo se queria ver o mundo como um todo e que bem gostaria de viver num lugar desolado como este onde poderia ver o sol pôr-se os fins de tarde da forma como Deus planeara que ele o fizesse." (Flannery O'Connor) [A minha cidade desperta ao som de Green Versions, de Who Made Who. Os bilhetes estão quase esgotados...]
«É um problema de ambição», diz a ministra. Talvez tenha razão... Casa arrumada. Eu não... [Agora, acompanha-me a chuva... Antes, o aspirador tentava calar The Warning, de Hot Chip. E que tal a proposta da Global Orgasm?] ... Global Orgasm . www.globalorgasm.org
 Lembra-te que todos os momentos que nos coroaram todas as estradas radiosas que abrimos irão achando sem fim seu ansioso lugar seu botão de florir o horizonte e que dessa procura extenuante e precisa não teremos sinal senão o de saber que irá por onde fomos um para o outro vividos (Mário Cesariny) ... Autografia . www.atalantafilmes.ptMário Cesariny de Vasconcelos . www.iplb.ptEntrevista . sol.sapo.pt
Viver é isso mesmo... É esse querer ser cada vez menos, e esse querer ser cada vez mais... [Lisboa, 23.Nov.2006][Editado de madrugada: Amanhecer chez moi (avi video - 11MB)! E para quem estiver mais acelerado, e ainda não tiver visto, aqui fica, impróprio para cardíacos, a natureza a cumprir-se: Duck Love (avi video - 27MB)!!!] ... Duck Love . www.feio.com/duck_loveDivX Codec [para se conseguir ver os vídeos...] . www.divx.comBSPlayer [leitor de vídeo...] . www.bsplayer.com
Porque me seduz, assim, a noite fria? Porque me chama, e se faz companheira? Por entre memórias de solidão, encontro o calor de um sorriso amigo... [Bairro Alto, 19.Nov.2006][Oiço To Find Me Gone, de Vetiver. Surpreendente, esse Dolls...]
Regressar ao sonho antigo? Lutar? Ou aceitar a derrota, e continuar? Como me rendo a esse tempo perdido? A esse tempo que tudo me deu, e tudo me roubou... Não sei, mas na dúvida me detenho, em cada dia que passa, implacável... Talvez tenha sido eu quem se perdeu... Naquilo que então era o essencial. Saudades... Desse viver ao sabor das vontades. Dessa confiança na sorte. Desse desprezo pela morte... Dessa criança, para quem tudo era simples. E simplesmente, possível... E agora? O que mudou? Porque pesa o relógio da vida? Porque se afasta o tempo de mim, sem parar? Porque me recuso a voltar? Ainda é cedo... Será cansaço? Ou talvez medo... Pura irresponsabilidade, esta de ficar sem saber onde. Este não fazer caso da infantil fantasia. Este ir dançando a contragosto. Este viver sem escolher, e este escolher não viver. E de assim, errantemente, ir esperando um futuro... "Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto Esse eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilíbrio no fio da navalha Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens."(Vinicius de Moraes)
Regresso ao frio dilacerante. Ao vento incessante que me corta os lábios feridos de ausência. A este gelo de Inverno que me encontra no inferno... "Summer has gone and the winter's here, and I hope that the spring is near, 'cos I'm living the favourite year." (da letra de Happiness, de Will Young)  [Voam borboletas no Jardim Botânico...]
Caminho ferido por este Outono, cego e perdido na escuridão. Vou pelas calçadas do abandono, e pelas vielas da solidão... Sentido do meu caminhar, que esquina dobrar para te encontrar? [Quarta-feira, Vikter Duplaix no Clube Mercado. Por agora, oiço Ladytron, da banda sonora de Velvet Goldmine...]
A tua preocupação deixou-me surpreendido. Amigo, pelos meus textos iludido... Sabes bem que estou bem. Estou vivo! "Arte é afirmação de vida, em que pese isto aos mórbidos. Afirmação de vida nesse sentido que a vida é a soma de todas as suas grandezas e podridões: um profundo silo onde se misturam alimentos e excrementos, e do qual o artista extrai a sua ração diária de energias, sonhos e perplexidades: a sua vitalidade inconsciente." (Vinicius de Moraes)
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