


[ O Sonho . Henri Rousseau ]
[Oiço Far Away, de Jay-Jay Johanson...]
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sábado, novembro 14, 2009Sonho bom, sonho meu...
Voava, girava e rodopiava, de braços-asas bem abertos, oferecendo o peito ao azul profundo de um inebriante mundo onírico. Conscientemente, desenhava e contemplava a realidade ao sabor da vontade. Brincava ao onde e ao quando, e ia construindo um quê sem porquê... Sorria, ainda, ao regressar. Um dia, hei-de voltar...
![]() ![]() ![]() [ O Sonho . Henri Rousseau ] [Oiço Far Away, de Jay-Jay Johanson...] sexta-feira, novembro 13, 2009...
"'Essa grande desgraça de não se poder estar só!...' diz algures La Bruyère, como para envergonhar todos aqueles que correm a esquecer-se na multidão, temendo sem dúvida não poder suportar a si próprios.
'Quase todas as nossas desgraças nos vêm de não termos sabido conservar-nos no nosso quarto', diz outro sábio, Pascal, julgo eu, chamando assim para a célula do recolhimento todos esses desvairados que procuram a felicidade no movimento e numa prostituição a que eu podia chamar fraternitária, se quisesse usar da bela linguagem do meu século." (Charles Baudelaire, A Solidão) Passagem
"O êxtase do ar e a palavra do vento
Povoaram de ti meu pensamento." (Sophia de Mello Breyner Andresen) Ausência
"Num deserto sem água,
Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua." (Sophia de Mello Breyner Andresen) quinta-feira, novembro 12, 2009Quase Nada
"O amor
é uma ave a tremer nas mãos de uma criança. Serve-se de palavras por ignorar que as manhãs mais limpas não têm voz." (Eugénio de Andrade) Espera
"Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas, esperarei por ti até que todas as coisas sejam mudas. Até que uma pedra irrompa e floresça. Até que um pássaro me saia da garganta e no silêncio desapareça." (Eugénio de Andrade) quarta-feira, novembro 11, 2009A um jovem poeta...
"Não me peças prefácios, nem juízos, nem conselhos,
Que me sinto empurrado Para o trono dos velhos, E coroado embalsamado! Que pode, a ti, servir-te o que aprendi por mim? Que darei eu do que ninguém me deu? Chegar, nunca se chega! Mas, se há fim, Cada qual ganhe belo o seu. Chegar, nunca se chega ao píncaro sonhado! Mas, se mais ampla já se nos anima A linha do horizonte, – é o ganho dum pássaro Deixando esfarrapado monte acima. Nenhum caminho tem nenhum que se lhe iguale. Meu – foi o meu suor; meus – os meus pés descalços. Sofrer – só a quem sofre vale. E o mais que se aprendeu são oiros falsos! Ainda só há sol e azul pelos espaços (Até se qualquer sombra lhes embace a quietude) Diante desses passos Que pedes que eu te ajude. Pois vai! pois vai, sozinho, até que o sol se ponha, Se entenebreça o azul, as aves emudeçam, E tremam as estrelas, na medonha Solidão onde, ao fim, desapareçam… Sob, enquanto as houver, raríssimas estrelas, Cava, na solidão, a terra escura, E talvez venham a ser belas As rosas, sobre a tua sepultura. O que possas ganhar, tê-lo-ás, assim, ganhando, Quando, perdido tudo o que era de perder, Tombes, ao fim do descampado, Sabendo que ninguém te pode socorrer… Ninguém! Eu, menos que os demais, Eu, que te perco, já, na curva do caminho, E só te sei dizer adeuses tais Que só te deixem mais sozinho. Porque tu é que és tudo! a terra a cultivar, A mão cultivadora, o arado da cultura, O grão a semear, O próprio fruto, – grão da mão futura. Pois lavra-te, és o chão! emprega-te, és o braço! Semeia-te, és o grão! Floresce, frutifica, extingue-te! e, no espaço, Pode, amanhã, nascer mais uma ideal constelação… Entanto, se algum dia, por acaso, Voltando à minha porta, me chamares, Talvez, à tarde, ante esse imenso campo raso, Possa eu ouvir os teus cantares. Vendo, então, nos meus olhos, qualquer brilho, Sentindo, em minha voz, tremer um alvoroço, Vai-te embora feliz, meu irmão e meu filho! Já te dei tudo quanto posso!" (José Régio, A Chaga do Lado) terça-feira, novembro 10, 2009Da democracia do demo...
Quando oiço o líder parlamentar do PSD, fico com a quase certeza surreal de que foi recrutado no seio do Governo, seja lá ele qual for... Ou então é mesmo um desejo dos sociais-democratas o de chegar ao país inteiro, crianças incluídas... "Mas há muitos especialista que contradizem o que o senhor ministro está a dizer", ou qualquer alarvidade do género, atirou ontem Aguiar Branco, neste caso pronunciando-se acerca do "enriquecimento ilícito". Mas houve outros, tantos, e tão ou mais admiráveis, argumentos de notável calibre, disparados por este senhor. "Sou ou não sou doutor?" Mediocridade no poleiro da oposição, é o que vejo, e quem se lixa é o mexilhão, pois então...
domingo, novembro 08, 2009...
Até hoje, estive sempre à espera. Agora compreendo, só agora, que nada sabia fazer se não esperar, por ti. Esperar que viesses, esperar que chegasses, e esperar que me ajudasses a tornar a fugir de mim...
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"O mais admirável no fantástico é que o fantástico não existe; tudo é real." (André Breton)
![]() [ Carte Blanche . René Magritte ] [Oiço Two Dancers, de Wild Beasts. Depois, Logos, de Atlas Sound, e Seek Magic, de Memory Tapes...] ...
"A imaginação disseca o todo da criação de acordo com leis que têm a sua origem no mais fundo das profundezas da alma, e depois junta o organiza os pedaços, criando um novo mundo a partir deles." (Charles Baudelaire)
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"Vamos caminhando aos ziguezagues entre o apocalipse e o paraíso perdido, muito perto do primeiro e muito distantes do segundo; dilacerados entre o anseio e o ódio a nós próprios, perdidos de sonhos e de sonhos perdidos." (Rudolf Schlichter)
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"Fique então com uma pena - disse ela, arrancando uma do leque.
Peguei na pena e, só com o olhar, exprimi-lhe todo o meu fascínio e gratidão. Não estava apenas animado e contente, estava feliz, pairava na bem-aventurança, cheio de bondade, eu não era eu, era uma qualquer criatura não terrestre que desconhecia a maldade e só era capaz de fazer o bem." (Lev Tolstoi, Depois do Baile) sexta-feira, novembro 06, 2009quinta-feira, novembro 05, 2009quarta-feira, novembro 04, 2009...
Vou deslizando pela Lisboa adormecida, sem pressa de chegar a lugar nenhum. O compasso, que se afirma sereno no íntimo do meu peito, marca o passo vagaroso do meu vadiar. Antevejo um convite para parar, numa hora que o estômago há-de dar...
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Quem é este
incansável desconhecido que me leva de vencido, a mim frágil parte de um todo que às vezes se encontra e outras vezes se perde nessa parte de ti? ![]() [ De Es Schwertberger: http://www.dees.at ] [Oiço Through the Devil Softly, o novo de Hope Sandoval & The Warm Inventions...] ....
"[...] Tu és o nó de sangue que me sufoca.
Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões da madeira fria. És uma faca cravada na minha vida secreta. E como estrelas duplas consanguíneas, luzimos de um para o outro nas trevas." (Herberto Helder) ...
"Aturdido pela antevisão do abismo, aterrorizado perante a prova de desintegração mental a que terá que sujeitar-se para realizar o individualismo absoluto, o lírico faz um regresso desvairado ao seu individualismo convencional. No entanto ele nunca mais se libertará da nostalgia dum universo que chegou a pressentir."
(Natália Correia, Poesia de Arte e Realismo Poético) ...
“A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.” (Sophia de Mello Breyner Andresen)
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"Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa." (Sophia de Mello Breyner Andresen) Os degraus
"Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos - onde Os deuses, por trás das suas máscaras, Ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo..." (Mário Quintana) sexta-feira, outubro 30, 2009Soneto de Amor
"Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio, Deixa cair as pálpebras pesadas, E entre os seios me apertes sem receio. Na tua boca sob a minha, ao meio, Nossas línguas se busquem, desvairadas... E que os meus flancos nus vibrem no enleio Das tuas pernas ágeis e delgadas. E em duas bocas uma língua..., - unidos, Nós trocaremos beijos e gemidos, Sentindo o nosso sangue misturar-se. Depois... - abre os teus olhos, minha amada! Enterra-os bem nos meus, não digas nada... Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!" (José Régio) ![]() [ O Beijo . Gustav Klimt ] ...
"Pareço egoísta àqueles que, por um egoísmo absorvente, exigem a dedicação dos outros como um tributo." (Fernando Pessoa)
quinta-feira, outubro 29, 2009...
"[...] Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento digo-te adeus e como um adolescente tropeço de ternura por ti." (Alexandre O'Neill, Um Adeus Português) ...
"[...] Por que será / que quanto mais repartimos / o coração / maior e mais nosso ele fica?" (Raul de Carvalho, 1920-1984)
quarta-feira, outubro 28, 2009...
"[...] Só tu me acompanhaste súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor e me sentia só e no cabo do mundo Contigo fui cruel no dia a dia mais que mulher tu és já hoje a minha única viúva Não posso dar-te mais do que te dou este molhado olhar de homem que morre e se comove ao ver-te assim presente subitamente [...]" (Ruy Belo, Elogio de Maria Teresa) "[...] Dizia que ao chegar se olhares e me não vires nada penses ou faças vai-te embora eu não te faço falta e não tem sentido esperares por quem talvez tenha morrido ou nem sequer talvez tenha existido." (Ruy Belo, Muriel) ...
Encontro-me na separação, separo-me no encontro. Sou bicho frágil e tonto...
![]() [ Melancolia . Edvard Munch ] terça-feira, outubro 27, 2009...
- Faça favor.
- Não senhor. Você estava primeiro. É regra de bibliófilo. Imagine que eu lhe ficava com a sua descoberta... sábado, outubro 24, 2009...
"Saiba o homem partir só para a aventura da vida; e então o encontro com o outro será um pacto de solidariedade e não um laço de escravidão." (António Coimbra de Matos)
sexta-feira, outubro 23, 2009Quanto a Deus
"Limitamos Deus atribuindo todos os males ao Diabo. Uma infinita bondade e uma infinita justiça, despidas de todo o pensamento que a moral condena, fazem suspeitar que se empregou na construção uma escala demasiado humana; mais uma vez nos julgámos os senhores absolutos; mais uma vez nos quisemos centro do universo e nos vimos tratados com atenção e carinho especiais.
Não ousou o homem pôr a maldade entre os atributos de Deus e pecou primeiramente porque foi estreito; e de novo pecou porque foi tímido. Consolava-o a ideia de uma protecção sempre possível e a mente, que se não levantava ao total, só pôde conceber a explicação infantil e ilógica dos dois demiurgos. Fugimos da aspereza e erguemos um palácio de fadas, esplêndido e seguro, mas enervante e mole; tememos a vida e a vida se vingou. Restituamos a Deus toda a sua grandeza; reconheçamos o seu poder na violência e no terror; tenhamos por divino o abaixamento deste tempos; emana Caim do espírito supremo - como Abel; não tiremos a Deus o que temos como ideal superior: a vontade do progresso; não o despojemos, por interesse egoísta, do prazer de marchar, não lhe dêmos em troca da variedade que roubamos a monotonia a que aspira a alma baixa. E em face de um Deus pleno e terrível sejamos heróicos; cresçam as forças com que lutamos, seja mais larga a compreensão, mais perfeito o amor; enfrentemos o mal, cara a cara, e adoremos o Senhor no inimigo que nos derruba e pisa. Sejamos bravos e tolerantes. Não vacilemos na derrota, nem um instante voltemos costas ao perigo; mas não abusemos da vitória. É este o dom que nos oferece Deus, liberto de cadeias terrestres." (Agostinho da Silva, Considerações e Outros Textos) Lembra-te
Lembra-te
que todos os momentos que nos coroaram todas as estradas radiosas que abrimos irão achando sem fim seu ansioso lugar seu botão de florir o horizonte e que dessa procura extenuante e precisa não teremos sinal senão o de saber que irá por onde fomos um para o outro vividos (Mário Cesariny) ![]() [ Untitled . Vernon Treweeke . beinart.org] [Oiço Imidiwan: Companions, o novo de Tinariwen. Depois, ficarei a conhecer Love 2, de Air...] sexta-feira, outubro 16, 2009...![]() [ Pormenor de Ayahuasca Dream . Robert Venosa . beinart.org] [Improbable dreams, por Tom Chambers, na Burn...] terça-feira, outubro 13, 2009...
"Não me julgue V. a caminho da loucura; creio que não estou. Isto é uma crise grave de um espírito felizmente capaz de ter crises destas." (Carta de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, de 6 de Dezembro de 1915)
quarta-feira, setembro 16, 2009...
"O encontro com o mundo índio não é hoje um luxo. Tornou-se uma necessidade para quem quer compreender o que se passa no mundo moderno. Não basta porém compreender; trata-se de tentar ir até ao fim de todas as galerias obscuras, de procurar abrir algumas portas - quer dizer, no fundo, tentar sobreviver. O nosso universo de cimento e de ramificações eléctricas não é simples. Quanto mais se o pretende explicar, mais ele se nos escapa. Viver por dentro, hermeticamente fechado, seguindo os impulsos mecânicos, sem procurar trespassar estas muralhas e estes tectos, é mais do que insconsciência; é expormo-nos ao perigo de sermos pervertidos, mortos, tragados. Sabemos hoje que não há verdades; apenas há explosões, metamorfoses, dúvidas. Bem entendido, queremos abalar. Mas para onde? Todos os caminhos são parecidos, todos são um regresso ao próprio indivíduo. É pois preciso procurar outras viagens..." (J.M.G. Le Clézio, Índio Branco)
sexta-feira, julho 31, 2009domingo, julho 26, 2009...
"Abra-se esta cortina de sombras, e deixe-me eu guiar, sem receio, rumo à luz! Gira, sol, e tu, noite imensa, afasta do meu coração tudo quanto não seja a fé na minha nova estrela."
(André Breton, O Amor Louco) quarta-feira, julho 22, 2009...
"Quiero un amor feroz de garra y diente
Que me asalte a traición a pleno día [...]" (Alfonsina Storni) terça-feira, julho 21, 2009terça-feira, julho 14, 2009segunda-feira, julho 13, 2009...
E descobrir, nessa mulher, o eterno desejo de (me) ir descobrindo...
![]() [ Blue Landscape . Marc Chagall ] [Oiço Sometimes I Wish We Were An Eagle, por Bill Callahan...] sexta-feira, julho 10, 2009...
"Ainda hoje, apenas espero colher os frutos da minha disponibilidade, desta minha sede de ir ao encontro de tudo que, estou certo, me mantém em misteriosa comunicação com os outros seres disponíveis, como se algo houvesse que nos impelisse a uma súbita união. Gostaria que a minha vida não deixasse atrás de si outra coisa que não fosse o simples murmúrio de uma canção de quem está de atalaia, uma canção para enganar o tempo de espera. Independentemente do que possa ou não acontecer, a espera é que é, na realidade, magnífica." (André Breton, O Amor Louco)
quinta-feira, julho 09, 2009A coragem de seres só...
"Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres só; deixou de te afectar como argumento ou força esmagadora a alheia opinião, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se hão-de erguer, para que vençam a noite, as luzes salvadoras; não te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as ameaças dos contrários; traçaste a tua rota e hás-de segui-la até ao fim, sem que te desviem as variadas pressões. Só e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experiência; para os homens futuros episódios sem valor; se eles te abaterem, só terão abatido o que há de menos valioso; e contribuirão para que melhor se afirme o que puseste como lição da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora começando te vê firme e firme te abandona. Nenhuma estóica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentidão, a facilidade maleável de bom ginasta; não é por amor da Humanidade que hás-de perder as mais fundas qualidades de homem. Em tal espelho me revejo, eu que tomei tua alma incerta e a guiei; e contemplo como doceoferenda, como a mais bela visão que me poderias conceder, a clara manhã que já de ti desponta e lentamente progredindo há-de acabar por embalar o universo nos seus braços de luz." (Agostinho da Silva, Considerações)
E o encontro... ![]() [Untitled . Júlio Pomar] [Oiço Late Night Tales, por Groove Armada, de 2008...] segunda-feira, julho 06, 2009...
"Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria." (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego)
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"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida." (Eugénio de Andrade, Rosto Precário)
terça-feira, junho 30, 2009...
"A meu ver, essas horas negras, em que de súbito o amor bate asas e mergulha, sem apelo nem agravo, até ao fundo do abismo para logo ascender em linha recta, devem ser enfrentadas sem receio, precisamente na medida em que o homem, mercê de um comportamento adequado, pode aspirar a reduzi-las no âmbito da sua existência. O que interessa, antes de mais, é que ele saiba com o que pode contar, caso se revele uma súbita incompatibilidade entre si e o objecto do seu amor: mas pressupõe esta incompatibilidade motivos profundos que desde há muito tenham vindo a minar o amor, ou será ela apenas o fruto de uma série de razões de circunstância, que nada têm a ver com essa amor? Desinteresso-me, desde já, pelo primeiro caso: estou a escrever O Amor Louco. Quanto ao segundo, em que me incluo, tenho a dizer que essas razões de circunstância deverão ser esclarecidas, que nunca se deve recuar, nem perante o intrincado da situação, nem, em última análise, perante o carácter altamente enigmático de algumas dessas razões. Dada a violência do embate que, quando eles menos o esperam, faz erguerem-se um contra o outro dois seres que até aí viviam em perfeito acordo e que, à primeira aberta, no dia seguinte, ou daí a momentos, serão incapazes de explicar a si mesmos esse seu reflexo, fruto da angústia e das suas gigantescas construções de papelão, no estilo das termiteiras, que, num abrir e fechar de olhos, se sobrepõem a tudo, creio que nos encontramos em presença de um mal já suficientemente diagnosticado para que lhe possamos detectar as origens e, posteriormente, dar-lhe remédio. Vemo-nos, uma vez mais, na necessidade de refutar a tão divulgada opinião de que o amor, tal como o diamante, se desgasta com o seu próprio pó, o qual se conserva em suspensão pela vida fora. Se é verdade que o amor sai indemne de tais desvarios, já o mesmo não acontece com o ser que ama. Esse ser está sujeito a sofrer e, o que é pior, a equivocar-se sobre as razões desse sofrimento. Tendo feito dádiva total de si mesmo, é levado a incriminar o amor, quando o defeito reside precisamente na vida." (André Breton, O Amor Louco)
![]() [Untitled . James McCarthy . beinart.org] [Oiço Ambivalence Avenue, de Bibio...] terça-feira, junho 09, 2009Who am I?
Interessante, a forma como a vida evoluiu, a ponto de se achar, hoje, perplexa consigo mesma. Parece que, de alguma forma, a vida decidiu conceber-se num ser extraordinário, disponível para contemplar o mistério que encerra e que o rodeia, e capaz de com esse universo externo e interno se maravilhar profundamente. Quase como se a vida quisesse olhar para si própria, descobrir-se, conhecer-se... Como se desse desejo de se sentir, a vida tivesse inventado o Homem...
Fascina-me a semente que nasce, a árvore que cresce, e a floresta que amanhece... Fascina-me o cosmos, esse infinito que sinto viver dentro e fora de mim. Fascinam-me as estrelas, do céu e do mar... ![]() [Untitled . Paul N Grech . beinart.org] [Oiço Who Am I, de Lou Reed. Apropriada... Nos feriados: Blood, de Franz Ferdinand; Hombre Lobo: 12 Songs of Desire, de Eels; Wolfgang Amadeus Phoenix, de Phoenix; Yesterday & Today, de The Field; Bitte Orca, de Dirty Projectors; Veckatimest, de Grizzly Bear; Wavvves, de Wavves; Still Night, Still Light, de Au Revoir Simone; Rainwater Cassette Exchange, de Deerhunter; Around the Well, de Iron and Wine; e Invisible Cities, de Nomo...] segunda-feira, maio 25, 2009...
Viajo por dimensões paradoxais, ao som de One Dove, de Antony and The Johnsons...
![]() [Para ouvir nos próximos dias: Around the Well, de Iron and Wine; e Begone Dull Care, de Junior Boys...] quarta-feira, abril 15, 2009...
"Não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar, e me encontrar fugindo." (José Mário Branco, FMI [parte 1 | parte 2])
![]() [Viagens sem regresso . Cruzeiro Seixas . Gulbenkian] [Oiço Junior, o novo de Röyksopp. Muito interessante, a entrevista de Carlos Vaz Marques a John Gray, autor de Sobre humanos e outros animais. Bem como a conversa com Aldo Naouri, dirigida aos progenitores...] segunda-feira, março 09, 2009Obstáculos?
"Obstáculo foi coisa que jamais me importou; procurei sempre seguir a lição dos rios: tiram a extensão e variedade de seu curso daquilo que se lhes opõe; ou das pedras: depende do que somos esbarrarmos nelas e nos queixarmos, ou subir-lhes em cima e ver mais longe."
(Agostinho da Silva) ...
"We drive into the future using only our rearview mirror."
(Marshall McLuhan) [Vale a pena ver The Healing Fields...] ...
"We shall not cease from exploration
and the end of all our exploring will be to arrive where we started... and know the place for the first time." (T. S. Eliot) [Verdadeiramente delicioso: Dialogue Avec Mon Jardinier...] quarta-feira, março 04, 2009Depois da transformação...
- Why does the past make you laugh?
- It's just a story, it's very insignificant, it's very shallow... - Isn't your past who you are? - Not this child's past. The past is a story, it's like a book. Am I a book? ![]() [ Autor brasileiro (?) desconhecido... ] [Depois de One Hundred Miles from Thoughtlessness, de Noiserv, oiço March of the Zapotec, o novo de Beirut. De seguida, vou ficar a conhecer The Pains of Being Pure at Heart... E já agora, recomendo Sobre Humanos e Outros Animais (Straw Dogs), ensaio do britânico John Gray. Por último, vale a pena ver o novo documentário de Werner Herzog, Encounters at the End of the World...] Para ver...
Investimentos realizados nos últimos tempos:
- Louis Theroux: The Collection - Louis Theroux: The Strange and the Dangerous - Bruce Parry: Tribe - Bruce Parry: Amazon - John Pilger: Documentaries That Changed The World - Planet Earth: Complete BBC Series Próximos em perpectiva: - Blue Planet: Complete BBC Series - Chronos (do realizador do poético Baraka) - Naqoyqatsi (da incrível trilogia Qatsi) segunda-feira, janeiro 12, 2009...
"I have lived through much, and now I think I have found what is needed for happiness. A quiet secluded life in the country, with the possibility of being useful to people to whom it is easy to do good, and who are not accustomed to have it done to them; then work which one hopes may be of some use; then rest, nature, books, music, love for one’s neighbor — such is my idea of happiness. And then, on the top of all that, you for a mate, and children, perhaps — what more can the heart of man desire?"
(Leo Tolstoy in Family Happiness") ![]() [No repeat: Por Una Cabeza, de Carlos Gardel, numa versão de Goran Bregovic e Emir Kusturica; Microcastle, de Deerhunter; e Another World, o novo EP de Antony & The Johnsons...] terça-feira, outubro 28, 2008...
"It is no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society." (Jiddu Krishnamurti)
domingo, outubro 05, 2008...
"On ne peut découvrir de nouvelles contrées sans consentir à perdre le rivage de vue pendant très longtemps". (André Gide)
sábado, outubro 04, 2008quarta-feira, outubro 01, 2008...
"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar." (August Strindberg)
![]() [Cavity I . Mats Tusenfot . beinart.org] [Oiço Dear Science, o novo álbum de TV on the Radio...] terça-feira, setembro 30, 2008...
"Para mim, o maior dos suplícios seria estar sozinho no Paraíso."
(Johann Wolfgang von Goethe) ![]() [Breaking Up . Laurie Lipton . beinart.org] [Oiço með suð í eyrum við spilum endalaust, o novo álbum dos islandeses Sigur Rós. Vale a pena conhecer o trabalho do britânico Bruce Parry. Algumas das suas experiências estão online, tal como Going Tribal - Lost Islands of Anuta...] Na pele de...
Por aqui deixo o resultado de algumas experiências, sobre as quais tive a oportunidade de escrever...
Distribuidor de jornais gratuitos . 2008.06.08 [ ZIP 700KB ] Vigilante mobile . 2008.08.03 [ ZIP 632KB ] Carteiro . 2008.08.24 [ ZIP 544KB ] Parecem saber a pouco, esses breves momentos em que o carteiro distribui sorrisos que ninguém mandou, em que entrega palavras que ninguém escreveu... ![]() [Infelizmente, não vou poder assistir a Mona Lisa Show, em cena de 9 a 12 de Outubro no CBB. Entretanto, continuo a ouvir Wake From Your Slumber, dos portugueses Instead. E depois, vou escutar, pela primeira vez, Bring me Your Love, de City and Coulour...] segunda-feira, setembro 29, 2008Metáforas...
E muito mais, em The Price of Milk (Amor e Vacas)...
![]() [Oiço Same As It Never Was, de The Herbaliser...] quarta-feira, setembro 24, 2008Mission...
To find the bridge between language and meaning...
![]() [Mark Henson . beinArt International Surreal Art Collective: beinart.org] [Oiço You & Me, de The Walkmen. Depois, Lightbulbs, de Fujiya & Miyagi, e Narrow Stairs, de Death Cab For Cutie...] terça-feira, agosto 26, 2008...
"When we wish to fully understand something we are observing, we must fully understand who is looking." (De Es Schwertberger)
![]() [William White, Chicago Art District Gallery: visionarypaintings.com] Silêncio...
"Silencio é felicidade [...]", e é também "[...] o oceano em que todos os rios de todas as religiões desaguam", diria Thayumanavar [தாயுமானவர்)], do séc. XVIII. Ao que Francis Bacon, de antes disso, responderia, que "o silêncio é a virtude dos loucos". "Será a linguagem a expressão adequada para todas as realidades?", perguntaria Nietzsche... "Fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então, guarda silêncio", diria o poupado Eurípedes, do lado negativo do calendário mainstream. Porque "a palavra é tempo", e "o silêncio é eternidade" (Maurice Maeterlinck). "O melhor uso que se pode fazer da palavra é calar-se", concordaria Chuang Tse. Porque "o poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel" (Paul Claudel). "O silêncio é uma confissão", diria Camilo Castelo Branco, em bom português. "É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras", sublinharia Shakespeare, divertido. "Nunca quebres o silêncio se não for para o melhorar", tocaria Beethoven, noutro ponto...E nuestro hermano, muito atento, lembraria que "o silêncio é a retórica dos amantes" (Pedro Barca). Mas, mesmo vindo à baila o amor, falaria ainda o senhor paradoxo (Agostinho da Silva), porque "só falando preservas o silêncio". E assim iriam, noite dentro, rumo ao indizível...
Para mim, se é que as palavras me permito usar... Hoje... O silêncio tem a dimensão do que és... ![]() [De Es Schwertberger: http://www.dees.at] [Vale a pena ir com Louis Theroux: Indian Enlighnment (parte 1 a 6)] quarta-feira, agosto 13, 2008domingo, agosto 10, 2008...
"O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel". (Paul Claudel)
terça-feira, junho 24, 2008...
There must be some way out of here...
![]() [Oiço o choro dos violinos de One More Cup of Coffee, de Bob Dylan, depois de ter chegado ao fim de I'm Not There...] domingo, maio 25, 2008Transformar...![]() [Vale a pena ver The 11th Hour. Por agora, oiço Land and the Lion, tema de abertura de HHLLYH, o novo álbum de The Mae Shi...] quarta-feira, abril 30, 2008quinta-feira, abril 24, 2008...
Num ano, houve tanto que mudou. Ou fui eu quem mudou tanto...
Quem, hoje em dia, sai à rua sem ter a certeza de que vai ser violado, talvez roubado, quiçá espancado, raptado? Ou mesmo ser vítima de carjacking, ou alvo de terrorismo? Dizia-me ele no outro dia, depois de seis décadas a lutar por se abrir aos afectos: "Já não faço uma festa a um miúdo, se com ele me cruzar na rua"... Mas de onde vem este medo, de ser mal interpretado, de ser visto como errado? E depois ainda há a depressão, e a recessão, e a instabilidade dos mercados, e as alterações climáticas, e os tufões, e os tsunamis, e o degelo... Where the fuck are all these things happening? Cada vez mais acredito não ser por acaso que todas essas notícias, assim lhes chamam, surjam constantemente nas primeiras páginas dos diários. Nem me parece ser coincidência que todos os dias se abram com elas os telejornais. Mas porquê? Concordo cada vez mais com esses a quem chamamos loucos, com esses que vêm aquilo em que não podemos acreditar... Porque cada vez mais entendo o objectivo de, todos os dias, essa realidade nos ser oferecida a toda a hora, dura e crua. Só pode servir o intuito de nos separar, de nos afastar, de nos isolar. De nos fazer esquecer de que o sentido desta viagem é, pelo contrário, encontrarmo-nos, aproximarmo-nos, darmo-nos ao outro... Para que despidos das relações, perdidos de nós mesmos, procuremos naquilo que vendem o preenchimento do vazio em que nos deixam. Para que trabalhemos, muito, e para que recebamos, pouco, na esperança de que seja suficiente, para o trocarmos... Por aquele último modelo de televisão, com alta-definição, para iludir a solidão. Por aquele automóvel vistoso, que na hora de ponta nos leva poderoso. Por aquela casa, lá no alto, junto às nuvens, longe de tudo e de todos... Para onde podemos fugir... Onde nos podemos fechar, e trancar, seguros... E de onde podemos desfrutar, sozinhos, dessa vista desafogada sobre um mundo do qual nos sentimos cada vez menos parte, sobre esse outro de quem nos sentimos cada vez mais distantes... ... Now in our culture we've been trained for individual differences to stand out, so you look at each person and immediately it is: brighter, dumber, older, younger, richer, poorer, and we make all these dimensional distinctions, put them in categories and treat them that way. And we get so that we only see others as separate from ourselves, in the ways that they're separate. And one of the dramatic characteristics of [...] experience is being with another person and suddenly seeing the ways in which they're like you, not different from you. And experiencing the fact of that which is essence in you, and which is essence in me, is indeed one. The understanding that there is no other, it is all one. (Richard "Ram Dass" Alpert) [Salvador Dali na TV, em What's my line? Entretanto, oiço Saturday = Youth, de M83. Assim que possível, quero ler O Macaco Nú, de Desmond Morris, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Cosmos, de Carl Sagan, A Era do Vazio, de Gilles Lipovetsky, 1984, de George Orwell, e Walden ou a Vida nos Bosques, de Henry David Thoreau...] sexta-feira, abril 11, 2008segunda-feira, abril 07, 2008Primavera...![]() [Infelizmente, Beirut não vai passar por cá este Verão. Por agora, oiço Thickets and Stitches, de The Mumlers. Recomendo Pedro e o Lobo, a curta de animação que saiu com o Público...] sábado, março 29, 2008"We are made of..."
Entristece-me, este constante esforço para separar aquilo que é inseparável. Que ao invés de na união, se viva na divisão...
![]() "Human history can be viewed as a slowly dawning awareness that we are members of a larger group. Initially our loyalties were to ourselves and our immediate family, next, to bands of wandering hunter-gatherers, then to tribes, small settlements, city-states, nations. We have broadened the circle of those we love. We have now organized what are modestly described as super-powers, which include groups of people from divergent ethnic and cultural backgrounds working in some sense together — surely a humanizing and character building experience. If we are to survive, our loyalties must be broadened further, to include the whole human community, the entire planet Earth. Many of those who run the nations will find this idea unpleasant. They will fear the loss of power. We will hear much about treason and disloyalty. Rich nation-states will have to share their wealth with poor ones. But the choice, as H. G. Wells once said in a different context, is clearly the universe or nothing." (Carl Sagan) quinta-feira, março 27, 2008...
De uma forma simplificada, recorrendo a juízos de valor... Este querer fazer o bem, este dar da outra face, parece-me, por vezes, uma arma poderosa ao serviço daqueles que escolhem fazer o mal. Porque esta minha construção ética, é, precisamente, aquilo que me impede de responder na mesma moeda. Por vezes, tenho dúvidas se é assim que deve ser...
"Widespread intellectual and moral docility may be convenient for leaders in the short term, but it is suicidal for nations in the long term. One of the criteria for national leadership should therefore be a talent for understanding, encouraging, and making constructive use of vigorous criticism." (Carl Sagan) [Aguardo a oportunidade de ouvir Third, o novo de Portishead, uma das bandas da minha vida...] quarta-feira, março 05, 2008quarta-feira, fevereiro 27, 2008...
E...
E S A R I N T U L O M D P C F B V H G J Q Z Y X... E S A R I N T... E S A R... E S A... E S A R I N T U L O... E S A R... E S A R I N T U L O M D... E S A R I... E S A R I N... E S A... E S A R I... E S A R... E... Extraordinaire, Le Scaphandre et le Papillon... ![]() [fotografia: www.lescaphandre-lefilm.com] terça-feira, fevereiro 26, 2008sexta-feira, fevereiro 22, 2008...
Pé firme leve dança
que o saber seja adulto mas o brincar de criança. (Agostinho da Silva) ![]() [Sr. Beringela, que ontem por aqui passou na sua nave espacial...] [Oiço Blind, de Hercules and Love Affair, com a participação de Antony na voz. Depois, Seventh Tree, o novo de Goldfrapp..] quinta-feira, fevereiro 21, 2008Art, Truth & Politics
Vale a pena ler, ou ouvir, o discurso do dramaturgo britânico Harold Pinter, de 7 de Dezembro de 2005, dia em que foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura.
![]() [fotografia: www.haroldpinter.org] "In 1958 I wrote the following: 'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.' I believe that these assertions still make sense and do still apply to the exploration of reality through art. So as a writer I stand by them, but as a citizen I cannot. As a citizen I must ask: What is true? What is false? [...] Political language, as used by politicians, does not venture into any of this territory since the majority of politicians, on the evidence available to us, are interested not in truth but in power and in the maintenance of that power. To maintain that power it is essential that people remain in ignorance, that they live in ignorance of the truth, even the truth of their own lives. What surrounds us therefore is a vast tapestry of lies, upon which we feed. [...] I believe that despite the enormous odds which exist, unflinching, unswerving, fierce intellectual determination, as citizens, to define the real truth of our lives and our societies is a crucial obligation which devolves upon us all. It is in fact mandatory. If such a determination is not embodied in our political vision we have no hope of restoring what is so nearly lost to us - the dignity of man." terça-feira, fevereiro 19, 2008segunda-feira, fevereiro 18, 2008It's just a ride...
The world is like a ride in an amusement park and when you choose to go on it you think it's real because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and around and around and it has thrills and chills and it's very brightly coloured and it's very loud. And it's fun - for a while. Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question; is this real? Or is this just a ride?
[Vídeo: It's Just a Ride, por Bill Hicks] ![]() [fotografia: www.billhicks.com] Mais sobre William Melvin Hicks (1961-1994): Documentário It's Just a Ride [Parte 1, 2, 3, 4, 5] Documentário Comic Outlaw [Parte 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7] ...
Já vi The Corporation, Rescue Dawn, Atonement e Into the Wild. Excelentes... Já 4 luni, 3 saptamani si 2 zile (que em 2007 arrecadou a Palma de Ouro em Cannes) não me encheu as medidas... Persepolis estreia no dia 21 deste mês. I'm Not There chega a 27 de Março...
![]() [fotografia: sonypictures.com/classics/persepolis] E Bikur Ha-Tizmoret, será que também vai passar por cá? Enquanto isso não acontece, oiço Vampire Weekend, e os portugueses Saumik. segunda-feira, fevereiro 04, 2008Zeitgeist...
Desconcertamente, este possível Zeitgeist, esta forma de olhar para o "espírito do tempo"... Tenho de ver Stealing a Nation... E, quando for possível, No End in Sight, e Persepolis...
Enquanto novas ordens mundias vão sendo engendradas, sinto a saudade ao som de Pride, o álbum de Phosphorescent, e de This Time Tomorrow, de The Kinks... ![]() [Experiências...] quinta-feira, janeiro 17, 2008Do baú...
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
Raul Seixas - Metamorfose Ambulante [ZIP 3.6MB] quarta-feira, janeiro 16, 2008Kosovo...
Aqui fica a reportagem da minha experiência no Kosovo, publicada em Dezembro do ano passado na NS, com fotografias de Vasco Neves: Amor em Tempo de Guerra [ZIP 35MB].
![]() [fotografia: Vasco Neves | Kosovo] Veremos...
Um rapaz recebe um cavalo no seu 14º aniversário. Todos na aldeia exclamam: "Oh, que maravilhoso". Mas o mestre Zen, também habitante da povoação, diz: "Veremos..." Certo dia, o rapaz cai do cavalo e parte um pé. Todos na aldeia exclamam: "Oh, que horrível". Mas o mestre Zen diz: "Veremos..." A aldeia entra em guerra e todos os jovens homens têm de ir para a frente de batalha. Mas o rapaz, incapacitado, fica na retaguarda. Todos exclamam: "Oh, que maravilhoso". Mas o mestre Zen diz: "Veremos..."
[Já tenho História Trágica com Final Feliz, de Regina Pessoa. Por agora, oiço some people have REAL problems, o novo álbum de Sia...] segunda-feira, janeiro 07, 2008Imagens...
Aqui ficam as primeiras experiências com a nova máquina digital: Gonçalo, Sortelha, e outras paragens...
sexta-feira, janeiro 04, 2008quinta-feira, janeiro 03, 2008
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