"Quem fala da felicidade tem muitas vezes os olhos tristes."
(Louis Aragon)
sexta-feira, maio 14, 2010
quinta-feira, maio 06, 2010
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"The hopeless emptiness. Hell, plenty of people are on to the emptiness part; out where I used to work, on the Coast, that’s all we ever talked about. We’d sit around talking about emptiness all night. Nobody ever said 'hopeless', though; that’s where we’d chicken out. Because maybe it does take a certain amount of guts to see the emptiness, but it takes a whole hell of a lot more to see the hopelessness. And I guess when you do see the hopelessness, that’s when there’s nothing to do but take off. If you can." (Richard Yates, Revolutionary Road)
quarta-feira, maio 05, 2010
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"Que tenho eu a ver com todas as Revoluções do mundo, se sei permanecer eternamente doloroso e miserável no seio do meu próprio ossário?" (Antonin Artaud)
terça-feira, maio 04, 2010
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Neste espaço a si próprio condenado
Dum momento para o outro pode entrar
Um pássaro que levante o céu
E sustente o olhar
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Com a tristeza acender a alegria
Com a miséria atear a felicidade
E no céu inocente da visão
Fazer pulsar um pássaro por vir
Fazer voar um novo coração
(Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca)
Dum momento para o outro pode entrar
Um pássaro que levante o céu
E sustente o olhar
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Com a tristeza acender a alegria
Com a miséria atear a felicidade
E no céu inocente da visão
Fazer pulsar um pássaro por vir
Fazer voar um novo coração
(Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca)
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"Um homem desorganizado que vai morrer e não desconfia disso põe subitamente em ordem tudo à sua volta. A sua vida muda. Arquiva papéis. Levanta-se cedo e deita-se cedo. Renuncia aos vícios. Os seus familiares congratualam-se. Assim, a sua morte repentina parece ainda mais injusta. Ele teria sido feliz." (Raymond Radiguet, Com o Diabo no Corpo)
quinta-feira, abril 22, 2010
Bardo
"Bardo significa entre dois estados; quer dizer, situação crepuscular e incerta que oscila entre a morte e o renascimento (...). O poeta ocidental, o que resta do bardo celta ou do seu mísero canto de cego e de vagabundo, contém a mentalidade do sonhador, baseada em experiências humanas incomensuráveis; é um produto intemporal que subleva a própria força de viver e a vontade de acreditar, de amar e de criar um mundo."
(Agustina Bessa Luís, Florebela Espanca, a vida e a obra, 1979)
"You can not go further into the bardo..."
(Terence McKenna)
(Agustina Bessa Luís, Florebela Espanca, a vida e a obra, 1979)
"You can not go further into the bardo..."
(Terence McKenna)
quarta-feira, abril 21, 2010
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"Se os outros te não entenderem, falla contigo mesmo."
(Manuel Laranjeira, 1877-1912)
[Lindo: Where The Wild Things Are...]
(Manuel Laranjeira, 1877-1912)
[Lindo: Where The Wild Things Are...]
terça-feira, abril 20, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
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"Quando, em certas ocasiões, o homem considera esta confusa história a que se chama vida como um mero gracejo, embora se aperceba nebulosamente de que afinal é ele a própria vítima desse gracejo, nada existe capaz de desanimá-lo, nada vale o esforço de uma querela. Engole então todos os acontecimentos, todas as crenças, convicções e persuasões, todos os maus pedaços visíveis e invisíveis por mais nodosos que sejam, como um avestruz capaz de digerir cartuchos e pedras de fusil. E quanto às pequenas dificuldades e aos contratempos consecutivos a um desastre sofrido, embora afectando a sua integridade, quiçá a sua vida, tudo isso e a própria morte não lhe parecem mais que os efeitos maliciosos do bom humor, das palmadas nas costas que lhe são aplicadas pelo velho e invisível farsante. Essa espécie de humor fantástico apodera-se de um homem somente nos momentos de extrema tribulação; aparece no próprio auge do seu fervor e de tal modo que aquilo que num momento antes podia parecer-lhe momentoso, agora parece-lhe unicamente um aspecto do grande e geral gracejo. Nada existe como os perigos da baleia para libertar esta espécie de filosofia genial e fácil do desesperado." (Moby Dick, Herman Melville)
[Vale a pena ver Trumbo...]
[Vale a pena ver Trumbo...]
segunda-feira, abril 12, 2010
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"Sinto sincero respeito por todos aqueles artistas que dedicam suas vidas à sua arte – é seu direito ou condição. Mas prefiro aqueles que dedicam sua arte à vida". (Augusto Boal)
segunda-feira, março 29, 2010
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"Um dos primeiros motivos foi a prodigiosa imagem da própria baleia. Esse monstro, tão portentoso e enigmático, despertava a minha curiosidade. Depois havia os mares distantes e bravios onde o seu bojo enorme flutuava e os perigos constantes da sua presença. Isso, somado aos encantos de mil sons e suspiros patagónicos, contribuiu para formar dentro de mim um desejo. Com outros homens, talvez não surtisse o mesmo efeito, mas eu sinto-me sempre irremediavelmente atraído por aquilo que é remoto e misterioso." (Moby Dick, Herman Melville)
domingo, março 28, 2010
sexta-feira, março 26, 2010
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"Não se olhe à pequenez do primeiro passo: o que, no princípio, é bem feito, permanecerá bem feito para sempre." (Henry David Thoreau)
quarta-feira, março 17, 2010
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"Sinto-me tão feliz, meu bom amigo, estou tão absorvido pela plenitude da minha tranquila existência que nem já sei desenhar; neste momento, nem ao menos um traço poderia fazer com lápis; e, todavia, nunca me senti tão grande pintor como actualmente. [...] Amigo, que assim me vejo inundado de luz, quando o mundo e o céu vêm gravar-se-me no coração, como a imagem de uma mulher amada, então digo a mim próprio: 'Se pudesses exprimir o que sentes! Se pudesses exalar e fixar, sobre o papel, o que vive em ti com tanto calor e tanta plenitude, de maneira a que essa obra se transformasse no espelho da tua alma, como a tua alma é o espelho do Eterno!...'" (Werther, Goethe)
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
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"Zen é a 'consciência diária', na definição de Baso Matsu (falecido em 788). Esta consciência não é senão 'dormir, quando se está cansado, e comer, quando se tem fome'." (Daisetz T. Suzuki, no prefácio de Zen e a Arte do Tiro com Arco, de Eugen Herrigel)
segunda-feira, janeiro 11, 2010
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"I'm writing a book on magic," I explain, and I'm asked: "Real magic?" By real magic people mean miracles, thaumaturgical acts and supernatural powers. "No," I answer: "Conjuring tricks, not real magic." Real magic, in other words, refers to the magic that is not real, while the magic that is real, that can actually be done, is not real magic. (Lee Siegel, Net of Magic)
[Oiço Devotion, por Beach House. Depois, Contra, o novo de Vampire Weekend...]
[Oiço Devotion, por Beach House. Depois, Contra, o novo de Vampire Weekend...]
terça-feira, dezembro 22, 2009
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Limpeza efectuada: retirados os mais de 400 posts escritos entre 20 de Abril de 2005 e 14 de Setembro de 2006. O restante, por enquanto, permanece...
segunda-feira, dezembro 07, 2009
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"Escrevo a palavra amanhã e olho para ela." (Hisao Kimura, Estas vozes que nos vêm do mar, depoimentos de aviadores suicidas japoneses)
sexta-feira, dezembro 04, 2009
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"[...] Deixa-me ser presa fácil
Dos prazeres que ergues aos meus lábios..."
(Kwesi Brew)
[Muito bom: Le peuple migrateur...]
Dos prazeres que ergues aos meus lábios..."
(Kwesi Brew)
[Muito bom: Le peuple migrateur...]
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