segunda-feira, setembro 12, 2011
...
"[...] Pensou que a sua situação se assemelhava à da velha história do círculo traçado a giz: duas mulheres disputam a posse da criança puxando-a pelos braços e pelas pernas; ganha aquela que puxar com mais força, mas a criança pertence à mulher que realmente a largou." (Arto Paasilinna, A Lebre de Vatanen)
...
"You are never dedicated to something you have complete confidence in. No one is fanatically shouting that the sun is going to rise tomorrow. They know it is going to rise tomorrow. When people are fanatically dedicated to political or religious faiths, or any other kinds of dogmas or goals, its always because these dogmas or goals are in doubt." (Robert M. Pirsig)
"A fanatic is a man who consciously over compensates a secret doubt." (Aldous Huxley)
"The whole problem with the world is that fools and fanatics are always so certain of themselves, but wiser people so full of doubts." (Bertrand Russell)
"A fanatic is a man who consciously over compensates a secret doubt." (Aldous Huxley)
"The whole problem with the world is that fools and fanatics are always so certain of themselves, but wiser people so full of doubts." (Bertrand Russell)
sexta-feira, setembro 09, 2011
...
"O Senhor fez-me para os prazeres da carne, como à toupeira para viver longe da luz; e tal como esse bicho, que tem tudo para viver dentro da terra, também eu tinha o necessário para uma vida de prazeres. Eu sempre fiz tenções de me matar, se um dia a força dos homens me vergasse a uma vida diferente daquela que o meu corpo sente. [...] Tu, Kyra, se não sentes vocação - como julgo - para viver na virtude, nessa virtude que vem de Deus e só em alegria se exerce, não sejas uma virtuosa contrariada e seca, não faças troça do Senhor e sê apenas como ele te fez, doida ou mesmo debocahada, mas debochada a que não falte um coração! É melhor assim. E tu, Dragomir, se não podes ser homem virtuoso, sê como a tua irmã e a tua mãe; até podes ser ladrão, se ladrão fores de boa alma; porque homem sem alma, meus filhos, é um morto que impede os vivos de viver [...]" (Panait Istrai, Kyra Kyralina)
quarta-feira, setembro 07, 2011
Escape...
"When we get out of the glass bottle of our ego, and when we escape like squirrels in the cage of our personality and get into the forest again, we shall shiver with cold and fright. But things will happen to us so that we don't know ourselves. Cool, unlying life will rush in, and passion will make our bodies taut with power. We shall laugh, and institutions will curl up like burnt paper." (D. H. Lawrence)
...
"To dare is to lose one's footing momentarily. To not dare is to lose oneself." (Soren Kierkegaard)
terça-feira, setembro 06, 2011
...
"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura." (Friedrich Nietzsche)
sexta-feira, setembro 02, 2011
quinta-feira, setembro 01, 2011
quarta-feira, agosto 31, 2011
...
"Cruzei fronteiras, transpus limites, parti à descoberta de novos mundos, de universos para lá do infinito imaginado; e tendo perdido algures o trilho que conduz ao paraíso, encontrei o caminho de regresso a mim mesmo: a este fogacho que arde sem saber onde, e se apaga sem saber quando." (Antónimo Ortónimo, mais conhecido por Tó Tó)
...
"Je n’ai jamais désiré une belle voiture, je n’ai jamais désiré autre chose que d’être moi-même. Je peux marcher dans les rues avec les mains dans les poches, et je me sens un prince". (Albert Cossery)
...
"Quem se recusa o prazer, quem se faz de monge, em qualquer sentido, é porque tem uma capacidade enorme para o prazer, uma capacidade perigosa - daí um temor maior ainda. Só quem guarda as armas à chave é que receia atirar sobre todos."
(Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem)
(Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem)
...
"- Quem se recusa o prazer, quem se faz de monge, em qualquer sentido, é porque tem uma capacidade enorme para o prazer, uma capacidade perigosa - daí um temor maior ainda. Só quem guarda as armas à chave é que receia atirar sobre todos." (Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem)
segunda-feira, agosto 29, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
...
"Je n’ai jamais désiré une belle voiture, je n’ai jamais désiré autre chose que d’être moi-même. Je peux marcher dans les rues avec les mains dans les poches, et je me sens un prince." (Albert Cossery)
segunda-feira, agosto 22, 2011
...
"En plongeant au fond des voluptés, il en rapportait plus de gravier que de perles." (Honoré de Balzac, La Fille aux yeux d’or, 1835)
sexta-feira, agosto 12, 2011
sexta-feira, agosto 05, 2011
...
"Só há uma liberdade, fazer as contas com a morte. Depois disso, tudo é possível. Não posso forçar-te a crer em Deus. Crer em Deus é aceitar a morte. Quando tiveres aceitado a morte, o problema de Deus ficará resolvido por si - e não o inverso." (Albert Camus, Cadernos)
...
"O homem recusa o mundo tal como ele é, sem aceitar o eximir-se a esse mesmo mundo. Efectivamente os homens gostam do mundo e, na sua imensa maioria, não querem abandoná-lo. Longe de quererem esquecê-lo, sofrem, sempre, pelo contrário, por não poderem possuí-lo suficientemente, estranhos cidadãos do mundo que são, exilados na sua própria pátria. Excepto nos momentos fulgurantes da plenitude, toda a realidade é para eles imperfeita. Os seus actos escapam-lhes noutros actos; voltam a julgá-los assumindo feições inesperadas; fogem, como a água de Tântalo, para um estuário ainda desconhecido. Conhecer o estuário, dominar o curso do rio, possuir enfim a vida como destino, eis a sua verdadeira nostalgia, no ponto mais fechado da sua pátria. Mas essa visão que, ao menos no conhecimento, finalmente os reconciliaria consigo próprios, não pode surgir; se tal acontecer, será nesse momento fugitivo que é a morte; tudo nela termina. Para se ser uma vez no mundo, é preciso deixar de ser para sempre. Neste ponto nasce essa desgraçada inveja que tantos homens sentem da vida dos outros. Apercebendo-se exteriormente dessas existências, emprestam-lhes uma coerência e uma unidade que elas não podem ter, na verdade, mas que ao observador parecem evidentes. Este não vê mais que a linha mais elevada dessas vidas, sem adquirir consciência do pormenor que as vai minando. Então fazemos arte sobre essas existências. Romanceamo-las de maneira elementar. Cada um, nesse sentido, procura fazer da sua vida uma obra de arte. Desejamos que o amor perdure e sabemos que tal não acontece; e ainda que, por milagre, ele pudesse durar uma vida inteira, seria ainda assim um amor imperfeito. Talvez que, nesta insaciável necessidade de subsistir, nós compreendêssemos melhor o sofrimento terrestre, se o soubéssemos eterno. Parece que, por vezes, as grandes almas se sentem menos apavoradas pelo sofrimento do que pelo facto de este não durar. À falta de uma felicidade incansável, um longo sofrimento ao menos constituiria um destino. Mas não; as nossas piores torturas terão um dia de acabar. Certa manhã, após tantos desesperos, uma irreprimível vontade de viver virá anunciar-nos que tudo acabou e que o sofrimento não possui mais sentido do que a felicidade." (Albert Camus, O Homem Revoltado)
Subscrever:
Mensagens (Atom)